INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NA FORMAÇÃO DOCENTE
desafios éticos na construção de uma docência crítica-reflexiva
DOI:
https://doi.org/10.18817/vjshr.v4i2.79Palavras-chave:
formação de professores, inteligência artificial, ética, teoria crítica da tecnologiaResumo
A presente análise visa dialogar sobre os desafios éticos da crescente integração da Inteligência Artificial Generativa (IAG) na formação de professores, com o objetivo de apresentar alguns possíveis caminhos para a construção de uma docência crítica-reflexiva. A justificativa reside na urgência de se transcender a visão puramente instrumental e tecnicista do uso da IAG, compreendendo-a como um fenômeno que reconfigura práticas pedagógicas e suscita questões éticas. A metodologia adotada é a de revisão bibliográfica, de caráter qualitativo, fundamentada em uma análise crítica que articula as contribuições da filosofia da tecnologia e da educação. O referencial teórico mobiliza as obras de Luciano Floridi, Álvaro Vieira Pinto e Vani Kenski, entre outros, com reflexões sobre o uso das tecnologias em contextos educativos. A análise evidencia a necessidade de uma formação crítica dos professores a não apenas usar a IAG, mas a questionar seus pressupostos, seus efeitos e suas implicações, ou seja, para ir além do simples caráter instrumental. Defende-se que o uso da IAG na formação docente só é eticamente aceitável quando subordinado a mediações crítico-formativas que preservem a autoria intelectual, a agência do professor e um projeto educativo emancipatório, e não à lógica de eficiência técnica e controle de dados. Propõe-se, assim, uma abordagem formativa pautada na "consciência crítica" da tecnologia.
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