ECOSSISTEMAS DIGITAIS DE APRENDIZAGEM E TERRITORITALIDADE
mediações críticas
DOI:
https://doi.org/10.18817/vjshr.v4i1.80Palavras-chave:
Ecologias pedagógicas, cidadania digital, relação docente-discente, formação crítica digital, currículoResumo
Este artigo analisa as relações entre ecossistemas digitais de aprendizagem e territorialidades, a partir do hibridismo crítico como campo epistemológico. Este campo integra dimensões ontológicas, sociotécnicas e pedagógicas. Os ecossistemas digitais de aprendizagem são territórios simbólicos, nos quais se produzem saberes específicos e induções ideológicas nem sempre explícitas. As ecologias pedagógicas que se desenvolvem nesses ambientes digitais expressam valores formativos que podem estimular o consumo ou princípios antirreflexivos e aéticos. Tais valores nem sempre condizem com práticas formativas como a mediação dialógica crítica, a consideração dos problemas do território, a aprendizagem colaborativa ou coprotagonismo docente-discente. Esses ecossistemas, por sua origem e finalidades, não são neutros, embora se apesentem como se fossem. O artigo explicita as consequências de suas implicações curriculares e para a educação formal escolar. Metodologicamente, o estudo é qualitativo-bibliográfico, desenvolvido por análise teórico-conceitual e articulação de referenciais de Almeida, Moreira, Canclini, Haesbaert, entre outros. As categorias abordadas incluem multiterritorialidade, infoesfera e ética na técnica. Os resultados mostram que, mesmo submetidos a lógicas de vigilância, consumo e homogeneização cultural, os ecossistemas digitais de aprendizagem podem promover práticas pedagógicas emancipadoras e formulações de cidadania digital, especialmente quando mediados criticamente. As análises apontam que a articulação entre técnica, cultura e educação, sob a ótica do hibridismo crítico, redefine a territorialidade do ensino. Isso oferece um paradigma consistente para pensar a mediação como prática ontológica e política. As conclusões ressaltam que ecológicas pedagógicas híbridas, construídas em currículos colaborativos entre docentes-discentes, constituem alternativas para resistir à mercantilização da aprendizagem e ressignificar a presença humana nesses ecossistemas.
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