OBSERVATÓRIO DO NAPI EDUCAÇÃO DO FUTURO

DIAGNÓSTICO, DADOS E EVIDÊNCIAS PARA A INOVAÇÃO EDUCACIONAL NO PARANÁ

Autores

  • Bruna Agostinis Universidade Estadual de Maringá
  • Fabiane Freire França
  • Maria Luisa Furlan Furlan Costa
  • Nestor Cortez Saavedra Filho

DOI:

https://doi.org/10.18817/vjshr.v4i2.71

Palavras-chave:

desenvolvimento digital, inovação, formação docente

Resumo

O NAPI Educação do Futuro tem como propósito promover a inovação educacional por meio de um ecossistema colaborativo de pesquisa e formação, contribuindo para a redução das desigualdades educacionais no Paraná. Neste artigo, apresenta-se o papel do Eixo 1 Observatório da Educação, que atua na produção, sistematização e interpretação de dados para apoiar o planejamento pedagógico, a formação docente e a gestão das redes de ensino. O objetivo do estudo é descrever as principais ações e contribuições do Observatório para o fortalecimento da educação pública, sobretudo em municípios com menor desenvolvimento humano. No que tange a metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica e documental, entendendo que pesquisar significa buscar respostas a um problema de forma sistemática, rigorosa e fundamentada. O Observatório reúne informações sobre infraestrutura escolar, competências digitais docentes, condições pedagógicas e indicadores socioeconômicos, possibilitando diagnósticos territoriais mais precisos. Entre os resultados observados, destacam-se a criação de uma base integrada de dados educacionais, o desenvolvimento de painéis públicos de visualização e a realização de formações continuadas alinhadas às necessidades identificadas. Conclui-se que o Eixo 1 constitui um elemento estruturante do NAPI, contribuindo para decisões educacionais baseadas em evidências para políticas voltadas à equidade, à inclusão digital e ao desenvolvimento regional.

Referências

Belloni, M. L. (2005). Educação a distância e inovação tecnológica. Trabalho, educação e saúde, 3, 187-198. https://www.redalyc.org/pdf/4067/406757035008.pdf

Castells, M. (2011). A sociedade em rede: A era da informação: economia, sociedade e cultura (14a ed.). Paz e Terra.

Carayannis, E. G., & Campbell, D. F. J. (2009). ‘Mode 3’ and ‘Quadruple Helix’: toward a 21st century fractal innovation ecosystem. International Journal of Technology Management, 46(3), 201–234. https://doi.org/10.1504/IJTM.2009.023374

Carvalho, A. D. F., Cavalcanti, Á. L. L. A., & Feitosa, M. S. A. (2017). O observatório da educação (OBEDUC) e sua contribuição para a formação docente na UFPI. Educ. Form., 2(6), 70–86, https://doi.org/10.25053/edufor.v2i6.2126.

Decreto nº 5.803, de 8 de junho de 2006. (2006). Dispõe sobre o Observatório da Educação, e dá outras providências. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/decreto/d5803.htm

Flach, L., Mattos, L. K., Will, A. R., & Roschel, L. F. (2017). Efficiency of expenditure on education and learning by Brazilian states: A study with Data Envelopment Analysis. Revista de Economia Contemporânea, 111-128. https://intercostos.org/documentos/congreso-15/FLACH-1.pdf.

García, C. M. (2017). Formação de professores: para uma mudança educativa. Porto Editora.

Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa (4a ed.). Atlas.

Hanita, M. Y., & Nakayama, B. S. (2019). Programa Observatório da Educação (OBEDUC) e desenvolvimento profissional docente. Revista Paranaense De Educação Matemática, 8(15), 216–238. https://doi.org/10.33871/22385800.2019.8.15.216-238

Hilton, J., Wiley, D., Stein, J., & Johnson, A. The four ‘R’s of openness and ALMS analysis: frameworks for open educational resources. Open Learning: The Journal of Open, Distance and e-Learning, 25(1), 37–44. https://doi.org/10.1080/02680510903482132

International Society for Technology in Education – ISTE (2008). ISTE Standards for Teachers: Advancing digital age teaching. ISTE.

Knaflic, C. N. (2018). Storytelling com dados: um guia sobre a visualização de dados para profissionais de negócios (J. Tortello Trad.). Alta Books.

Lei nº 9.784, de 29 de janeiro de 1999. (1999). Regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal. Presidência da República. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9784.htm

Leontiev, A. N. (2004). O desenvolvimento do psiquismo (J. P. Netto Trad.). Centauro.

Lopes, Q. V. (2025). Formação Continuada de professores dos Institutos Federais do Maranhão, de Rondônia e do Tocantins sob a perspectiva da Teoria da Atividade de Leontiev. UEL.

Matias, A. B., Quaglio, G. de M., Oliveira, B. G. de, Lima, J. P. R. de, & Bertolin, R. V. (2018). Níveis de gastos e eficiência pública em educação: um estudo de municípios paulistas utilizando análise envoltória de dados. Revista de Administração da Universidade Federal de Santa Maria, 11(4), 1051-1067. https://www.redalyc.org/journal/2734/273458364008/html/

Mertzig, P. L. L., Burci, T. V. L., França, F. F., & Costa, M. L. F. (2025). O observatório da educação e a gestão do conhecimento: estratégias para o desenvolvimento de competências digitais docentes. In Anais do Congresso Internacional do grupo de estudos e pesquisa currículo, formação e trabalho docente. Universidade Estadual de Londrina.

Moreira, M. A. (1999). Teorias de aprendizagem. EPU.

Morgado, S. P.; Araújo, V. F. de E., & França, F. F. (2024). Democracia, política e avaliação: o papel dos observatórios no acompanhamento do direito à educação. Revista LES, 28(57), 4811-4820.

Morin, E. (2000). Os sete saberes necessários à educação do futuro (2a ed.). Cortez.

Nicolescu, B. (2014). Manifesto da transdisciplinaridade. TRIOM.

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco (2015). ICT in education: teacher competency framework for ICT. United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization.

Portaria Capes nº 152, de 30 de outubro de 2012. (2012). Regulamento do Programa Observatório da Educação – OBEDUC. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. CAPES. https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/portaria-152-30out12-regulamen

to-obeduc-pdf

Redecker, C., & Punie, Y. (2017). European Framework for the Digital Competence of Educators: DigCompEdu. Publications Office of the European Union.

Schön, D. (1987). Educating the reflective practitioner: toward a new design for teaching and learning in the professions. Jossey-Bass Inc.

Sousa, M. G., Santos, C. M. V. dos, Alves, A. T., & Carmo Filho, M. M. do. (2021). Uma análise da eficiência dos gastos públicos com educação nos municípios do Estado do Amazonas no período de 2013 a 2017. Revista Ambiente Contábil, 13(1), 222-243. https://doi.org/10.21680/21769036.2021v13n1ID23629

Tiroli, L. G., Retkva, S. S., Santos, A. R. de J., Torino, L. P., & Berti, I. C. L. W. (2025). Observatório da educação como espaço de formação continuada de professores: um retrato a partir de teses e dissertações. Educação, 50(1), 1–25. https://doi.org/10.5902/1984644490895.

Trindade, S., Moreira, J. A., Knuppel, M. A. C., & Serra, I. (2024). DigCompEdu Reloaded: referenciais para o desenvolvimento da competência digital docente. Universidade Estadual do Maranhão.

Xavier, B. S., & Silva, J. de S. (2020). Eficiência Técnica dos Gastos Públicos do Ensino Fundamental no Estado do Pará em 2017. Revista de Ensino, Educação e Ciências Humanas, 21(1), 91-101. https://doi.org/10.17921/2447-8733.2020v21n1p91-101

Downloads

Publicado

08-01-2026

Como Citar

Agostinis, B., Freire França, F., Furlan Costa, M. L. F., & Cortez Saavedra Filho , N. (2026). OBSERVATÓRIO DO NAPI EDUCAÇÃO DO FUTURO: DIAGNÓSTICO, DADOS E EVIDÊNCIAS PARA A INOVAÇÃO EDUCACIONAL NO PARANÁ. Video Journal of Social and Human Research, 4(2), 50–59. https://doi.org/10.18817/vjshr.v4i2.71

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.